25/11/2015

Tinta condutora magnética



















Em breve poderá acender uma luz ou desligar um aparelho apenas tocando na parede, a sua casa pode ser uma casa inteligente utilizando apenas tinta para esse efeito.
Simples e económico, sem fios, sem hardware, sem complicações.

Hugo Miranda, Investigador na Universidade de Aveiro, desenvolveu uma tinta condutora magnética.

Se no início do ano o grande foco do projecto era a impressão rápida e de baixo custo, agora os objectivos são mais variados.

“Pensámos fazer a ligação das tintas condutoras à Internet das Coisas, estendendo aos elementos que não estão preparados para a domótica”, explica o investigador.

Então e a parede tem de ficar da cor da tinta condutora? Esse é outro dos segredos do projecto.
A fórmula está construída para que a camada de tinta possa ficar escondida, querendo isto dizer que o utilizador pode colocar outra qualquer cor primária.
Em resumo: qualquer parede lá de casa pode ser ‘inteligente’ sem que alguém dê por isso.

O projecto tem chamado a atenção de algumas empresas que estão sobretudo interessadas nesta componente das superfícies interactivas - pois quem diz uma parede, diz uma mesa ou outro objecto qualquer. “A utilização é o que vier à cabeça”, brinca o investigador.


Hugo Miranda diz que “com algumas dezenas de euros” é possível pintar toda uma parede, um investimento de baixo custo considerando outras superfícies interactivas - como os ecrãs sensíveis ao toque ou os ecrãs LCD.

Por agora estão a testar um novo protótipo com a intenção de criarem uma montra inteligente.
Mas em vez de aplicarem a tinta na montra, a montagem vai ser feita com recursos a autocolantes que têm o composto. Assim é só colar, usar e quando não for mais necessário, retirar sem grande dificuldade.

A criação de projectos costumizados tem sido a tarefa mais requisitada ao grupo de investigadores. “Quem pede no geral são empresas que usam a tecnologia e não a fazem.
Querem a tecnologia para o retalho, para a interacção”, explica.

Enquanto vão fazendo evoluir o conceito, trabalham também para que em meados de 2016 possam ter um produto à venda no mercado para que as pessoas experimentem - e assim melhor percebam - as potencialidades da tinta condutora.


fonte: Tek
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